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Historia da Corrida de São Silvestre

Em meio às comemorações de um novo ano, o povo de São Paulo aprendeu a conviver com uma outra festa: a Corrida de São Silvestre. Para os atletas, o clima e a receptividade do povo paulistano não poderia ser melhor. Logo cedo, no dia 31 de dezembro, as ruas da cidade anunciam o espetáculo, principalmente a Avenida Paulista, ponto de chegada e partida de todos os corredores participantes da importante prova.

Acervo/Gazeta Press

Sebastião Monteiro (à dir.), campeão em 1945 (Foto: Acervo/Gazeta Press)

 

Esse rito se repete todo o ano na cidade de São Paulo. Tudo começou com o jornalista Cásper Líbero, que se inspirou numa corrida noturna francesa em que os competidores carregavam tochas de fogo durante o percurso. Em 1924, depois de assistir ao evento em Paris, ele não teve dúvidas de trazer o projeto para São Paulo. À meia-noite de 31 de dezembro daquele mesmo ano foi disputada a primeira São Silvestre, que homenageia o Santo do dia.

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A prova foi disputada à noite até 1990 (Foto: Acervo/Gazeta Press)

A participação, contudo, ficou restrita aos homens e coube a Alfredo Gomes, atleta do Clube Espéria, escrever o seu nome na história desta prova como o primeiro vencedor. Naquela época, as corridas de rua eram praticadas de forma esporádica no interior e na capital paulista, o que acabou contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do pedestrianismo no Brasil.

 

Cásper Líbero era um apaixonado pelo esporte e, mesmo diante das maiores dificuldades, como nas edições de 1932 durante a Revolução Constitucionalista, em que os paulistas lutaram contra outros estados do país, e em plena II Guerra Mundial, não mediu esforços para que a prova acontecesse. Quando veio a falecer, em 1943, a competição já tinha conquistado os paulistanos e continuou mais viva ainda.

 

Até a sua 20ª edição, a São Silvestre era disputada somente por brasileiros. A partir de 1945, assumiu caráter internacional com a presença de convidados do Chile e Uruguai. Depois disso, correram pela ruas de São Paulo atletas americanos, europeus, africanos e asiáticos. Na nova fase, o atletismo nacional saiu-se vitorioso somente nos dois primeiros anos, quando Sebastião Monteiro cruzou em primeiro a linha de chegada.

 

Quando a ONU determinou o Ano Internacional da Mulher, em 1975, o jornal A Gazeta Esportiva, organizador da prova, e de olho nos acontecimentos mundiais, instituiu a primeira competição feminina, que foi realizada em conjunto com a masculina, mas com a classificação em separado. A campeã da inédita prova foi a alemã Christa Valensieck, que voltou para repetir o feito no ano seguinte.

 

A 74ª edição ganhou mais duas novidades: chip para os corredores de elite e a abertura das duas pistas da Avenida Paulista para a chegada. As mudanças tiveram o objetivo de preparar a prova para a virada do século, bem como aumentar o número de participantes, ambas com sucesso.

 

Dez anos depois, na 84ª São Silvestre, a prova passou a contar com 20 mil participantes. Além disso, a largada geral das mulheres passou a ser junto com a dos homens. Enquanto isso, o horário da Elite feminina mudou das 15 para às 16h45 (de Brasília).

 

Na 86ª edição, a corrida contou com uma inovação. A partir de 2010, o chip passou a ser descartável e, portanto, o atleta não precisou devolvê-lo no final da prova. Outra mudança foi o momento de entrega das medalhas, que começaram a ser entregues junto com o kit e não mais no término do evento.

 

fonte: http://www.saosilvestre.com.br/historia/a-prova/